{"id":926,"date":"2019-07-03T14:37:56","date_gmt":"2019-07-03T17:37:56","guid":{"rendered":"https:\/\/coordenadorias.uepb.edu.br\/cori\/?p=926"},"modified":"2019-07-03T14:37:56","modified_gmt":"2019-07-03T17:37:56","slug":"depoimento-de-egresso-olivia-flor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/coordenadorias.uepb.edu.br\/cori\/depoimento-de-egresso-olivia-flor\/","title":{"rendered":"[:pb]Depoimento de egresso: Ol\u00edvia Flor[:]"},"content":{"rendered":"<p>[:pb]<em>\u00a0 \u00a0 Jam\u00e1s se va lo que se queda abrazado al alma<\/em>. Em bom portugu\u00eas: \u201cJamais se vai o que fica abra\u00e7ado \u00e0 alma\u201d. Essa foi uma frase que eu li hoje, passando displicentemente por algumas postagens no Instagram.<\/p>\n<p>Fechei a tela. Olhei meus livros. Pensei na minha trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p>\u201cJamais se vai o que fica abra\u00e7ado \u00e0 alma\u201d.<\/p>\n<p>Abri meu caderninho, onde eu anotava algumas coisas vividas durante o interc\u00e2mbio.<\/p>\n<p>Uma foto polaroid. Um desenho ganho num ponto tur\u00edstico. Uns marca-p\u00e1ginas. Ingressos de algum monumento. Uma folha do outono que secou e permanece guardada.<\/p>\n<p>Todas essas coisas me lembram um pedacinho do caminho que trilhei do lado de l\u00e1 do Oceano. Foram muitas coisas que mudaram minha perspectiva sobre tantos aspectos e que talvez nem eu consiga mensur\u00e1-las.<\/p>\n<p>Tantas coisas que permanecem, ainda hoje, abra\u00e7adas \u00e0 minha alma&#8230;<\/p>\n<p>E a\u00ed eu pergunto, caro leitor: quanto cabe em seis meses?<\/p>\n<p>Quanto de amor cabe? Quanto pedacinho de terra jamais pisado, e que, de repente, tem jeito de casa? Quanta gente incr\u00edvel, que, do nada, torna-se familiar?<\/p>\n<p>Eu, de verdade, n\u00e3o sei&#8230; Mas acho que faz parte da gra\u00e7a n\u00e3o saber.<\/p>\n<p>Supostamente, eu deveria escrever neste espa\u00e7o algo sobre o in\u00edcio da minha jornada. Processo seletivo, visto, a chegada em outro pa\u00eds\u2026 Mas essa n\u00e3o seria eu. Porque n\u00e3o sei escrever algo sobre mim que n\u00e3o venha do meu cora\u00e7\u00e3o. E, felizmente ou n\u00e3o, isso \u00e9 o que vem agora.<\/p>\n<p>Certa vez, o poeta Fernando Pessoa disse que a vida \u00e9 o que fazemos dela. A viagem s\u00e3o os viajantes. O que vemos, n\u00e3o \u00e9 o que vemos, sen\u00e3o o que somos. E uma grande amiga me fez enxergar que, em qualquer nova cidade, o viajante reencontra o seu passado que j\u00e1 n\u00e3o sabia que tinha. \u201cA estranheza do que n\u00e3o somos ou j\u00e1 n\u00e3o possu\u00edmos espera-nos ao caminho nos lugares estranhos e n\u00e3o possu\u00eddos\u201d.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o que eu posso dizer a quem sonha fazer um interc\u00e2mbio \u00e9: permita-se descobrir novos lugares e coisas.Sonhe! N\u00e3o tenha medo!<\/p>\n<p>Embarcar rumo ao desconhecido \u00e9 uma experi\u00eancia que, de in\u00edcio, lhe faz sentir-se muito inseguro. Uma outra l\u00edngua, uma outra cultura\u2026<\/p>\n<p>Talvez isso aconte\u00e7a devido \u00e0 nossa vontade de estar no controle da situa\u00e7\u00e3o a todo tempo, de fazer planos e de querer que as coisas sejam absolutamente previs\u00edveis.<\/p>\n<p>Na realidade, embarcar rumo ao desconhecido \u00e9 deixar que as coisas aconte\u00e7am como t\u00eam que acontecer.<\/p>\n<p>Hoje, vejo que trilhar este caminho foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido. Quando penso que um Oceano de tempo e espa\u00e7o me separa de tudo o que vivi, eu percebo que, parafraseando Mia Couto, <em>por muita que seja a estrada, eu nunca estarei distante daquele lugar<\/em>\u2026<\/p>\n<p>E voc\u00ea sabe o porqu\u00ea?<\/p>\n<p>Ah, porque <em>jam\u00e1s se va lo que se queda abrazado al alma<\/em>.[:]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[:pb]\u00a0 \u00a0 Jam\u00e1s se va lo que se queda abrazado al alma. 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